Há aproximadamente 20 dias, o site Parada Lésbica criou uma rede social com uma proposta diferente: o Leskut. Como o nome sugere, é voltado para mulheres que gostam de mulheres. E qual a importância disso? Sei lá. Incentivada por uma amiga, resolvemos investigar.
O cadastro é bastante rápido, e a aprovação do pedido também. Devidamente registrada, fui fuçar um pouco. A interface é bastante limpa, e cada usuário pode ‘customizar’ sua página pessoal para deixá-la mais interessante. As comunidades são bastante diversificadas e bem humoradas. As ‘membras’ idem.
E daí? Daí que eu parei pra pensar sobre o que isso pode representar para a comunidade lésbica: visibilidade dentro da invisibilidade. Muitas mulheres (e eu inclusive) tem medo de mostrar a cara em outras redes, como o Orkut. E por aqui parece estar todo mundo no mesmo barco. O que me levou a outro pensamento – o Leskut tem que permanecer território esclusivamente feminino. Não se trata de misandria, mas o interessante mesmo seria ver o desenvolvimento da rede só com mulheres (lésbicas, bis, pans, etc e ao contrário), o que com certeza com o tempo e a divulgação vai ficar cada vez mais difícil.
Pra nós, mulheres lésbicas, ter um espaço só nosso é o paraíso. Podemos fazer amizade com pessoas que tenham, além do fato de serem lésbicas, outras afinidades com a gente. Podemos divulgar sites, blogs, filmes, músicas para um público mais adequado. E podemos, estando solteiras, entrar na pista pra negócio, é só abrir o cardápio. As possibilidades são infinitas. Parece o paraíso, mas todo lado tem um avesso. Convenhamos, lésbicas adoram um drama. A ciumeira e o barraco vão comer soltos.
E daí²? Daí nada, vamos esperar pra ver no que dá, mas gostei da novidade e queria divulgar aqui.
Enjoy!





